Após tanto tempo sem uma publicação em meu blog, resolvi publicar um texto elaborado por mim e pelo meu colega Alexandre Pauli, na disciplina de Auteridade e Etnocentrismo, do Curso de Ciências Socias da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Esse exercício proposto a nós em sala de aula,consistia em estranhar aquilo que nós é considerado como familiar, ou seja, estranhar algum aspecto da nossa realidade cotidiana, a partir disso, resolvemos fazer nosso estranhamento com base na sociedade atual, onde as pessoas se preocupam cada vez mais com sua imagem, e que muitas vezes para obterem essa "boa aperência", acabam se esquecendo de seus verdadeiros valores sociais, éticos e morais, e é nesse contexto que instigo a vocês, leitores, refletirem sobre isso e elaborarem suas próprias conclusões quanto ao tema abordado nesse texto.
Vivemos na época em que o ser ou parecer ser prevalece. A imagem é bela, o sacrifício existe, e é de grande benefício passar horas e horas exercitando os músculos, ao invés de exercitar o cérebro em uma academia. Expomos nossa imagem em sites, preferencialmente através de fotografias, estas tiradas por nós mesmos em frente do espelho, mas não nos damos conta de que essas fotos são o duplo reflexo de nossa imagem. O tempo passa, e o uso de cremes aumenta cada vez mais, algumas pessoas chegam ao ponto de fazer implantes de rosto para adquirir uma nova fisionomia, outros vão muito além disso, e acabam até se transformando de negro em branco e vice-versa. Somos seres estranhos, estampamos nossa imagem em outdoors, ônibus, Jornal, e até no bolo de aniversário, muitas vezes inspirados por uma filosofia de que quanto maior a exposição, melhor a satisfação. Mulheres e homens esticam, reduzem, aumentam, definem as formas do corpo, afinal somos imortais!, passamos a vida querendo parecer com uma imagem ideal, contudo nos esquecemos que somos apenas simples mortais. Mas muita gente ainda se pergunta, o que eu tenho à ver com isso?, afinal de contas o que importa essencialmente é a imagem. Entretando, eis que surge uma ideia para solucionar esse problema, vamos extinguir o uso do espelho, quem sabe assim a humanidade resolva sua crise de identidade.
Maico Junior Magri e Alexandre Pauli,acadêmicos do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).